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Subsea Forum Rio 2018 debate transformação digital na área submarina

12.Jun.2018


Participamos do Subsea Forum Rio 2018, que ocorreu de 5 a 7/6, no Rio de Janeiro. Com o tema Underwater for longer: Subsea 4.0, o evento teve como destaques os desafios quanto ao posicionamento na economia digital do futuro e como a transformação digital pode gerar valor para a área submarina, trazendo mais segurança e confiabilidade aos processos.


O fórum contou com a participação de especialistas nacionais e internacionais da indústria, incluindo representantes de operadoras parceiras, como a Total, Shell, ExxonMobil e Equinor (ex-Statoil), fornecedores, prestadores de serviços e academia, além da presença da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP). O evento é uma oportunidade para trocarmos experiências e promovermos novas iniciativas que trarão benefícios para a área submarina, tornando-a mais competitiva.



Nossa participação teve início com o gerente executivo do Cenpes e coordenador técnico do evento, Orlando Ribeiro. Ele realizou a abertura do evento abordando que o tema Subsea 4.0 retrata o momento disruptivo pelo qual passa a sociedade. “É mais do que tecnologia e ciência da computação. As mudanças têm a ver com a forma como trabalhamos, como são os processos. É sobre trabalhar mais rápido, testar novas alternativas e como as tecnologias podem colaborar com nossos negócios”, afirmou, acrescentando que a indústria de óleo e gás deve se utilizar desse conhecimento para manter o break even (preço de equilíbrio) competitivo. “Atualmente competimos não só com o xisto, mas também com novas opções de mobilidade, como carros elétricos e compartilhamento de veículos. Temos que usar as ferramentas que estão disponíveis para fazer essa mudança na nossa indústria”, concluiu.


“Nossa indústria está passando por grandes desafios e estamos trabalhando muito para lidar com o novo cenário de óleo e gás no mundo, no Brasil e na Petrobras”, afirmou o gerente executivo da área de Sistemas Submarinos, Rudimar Lorenzatto. O executivo mostrou que várias ações para redução de custos na indústria submarina foram desenvolvidas nos últimos anos, o que também melhorou nossos resultados financeiros. “Um programa estratégico tem sido conduzido desde 2014 para manter os projetos competitivos. Já obtivemos mais de meio bilhão de dólares de redução de custos no ano passado e espera-se que alcancemos cerca de US$ 4 bilhões para a implantação total de projetos até 2021”, afirmou, mas lembrando que ainda há muito a ser feito. “Temos uma enorme demanda por descomissionamento. É fundamental que o façamos de maneira segura e econômica. Também devemos lidar com o fenômeno da corrosão sob tensão em tubos flexíveis operando com CO2 e desenvolver layouts submarinos com tubos flexíveis e rígidos, permitindo a coexistência e competição entre essas duas soluções”, destacou.



De acordo com Rudimar, o mercado no Brasil representa 17% da demanda mundial no setor e quase 90% da demanda na América do Sul. “Hoje contamos com os principais fornecedores submarinos instalados, com alta qualificação técnica”, disse, complementando que, para o futuro das tecnologias submarinas, o destaque é para maximizar a ausência de riscos e o aumento da segurança em operações, atividade em que a transformação digital pode colaborar muito. “A vigilância digital para controle do acesso de pessoas a áreas offshore específicas, o uso de veículos autônomos para inspeção e o aumento do monitoramento remoto de sistemas submarinos para avaliação de integridade on-line são exemplos”, afirmou.


A padronização na área submarina também foi um tema bastante debatido durante o evento. Na sessão "Padronização vs Customização: projetos para o futuro", no último dia, chegou-se ao consenso de que ambas as estratégias não precisam competir, podendo ser utilizadas em conjunto para agregarem valor ao projeto, como no uso de equipamentos padronizados em layouts customizados.


Ao longo dos três dias, o evento contou ainda com apresentações do gerente geral de Transformação Digital, Augusto Borella, que falou sobre as iniciativas e estratégias da transformação digital; o engenheiro de petróleo Thiago Job, que abordou o desenvolvimento de suporte técnico remoto baseado em terra com vídeo em tempo real para operações de ROV; além do engenheiro de equipamentos Gabriel Rodrigues Cabral, que destacou os estudos conceituais da revitalização de Marlim.


Participaram também o engenheiro de petróleo Raphael Veloso Beppler, que abordou a padronização em subsea, além da administradora Roberta Nobre, gerente de Regulamento Interno de Licitações de Contratos da Petrobras, que falou sobre os impactos da Nova Lei de Contratações na companhia. O engenheiro de equipamentos Eduardo Fernando dos Santos, gerente setorial de Relacionamento com a Comunidade de Ciência e Tecnologia do Cenpes, apresentou a visão do operador brasileiro sobre fundos de pesquisa e desenvolvimento. No encerramento do fórum, o gerente de Diretrizes, Conformidade, Qualificação e Tecnologia da área de Engenharia Submarina, Alessandro França, participou de um debate sobre os próximos passos para a indústria submarina no Brasil.


Excelência reconhecida

Como reconhecimento maior pela atuação e contribuições de excelência para a indústria submarina, foram atribuídos no segundo dia do Fórum cinco prêmios especiais para destaques na área submarina. Um deles, o prêmio de Excelência - Operador (Outstanding Award - Operator), foi entregue ao gerente aposentado da Petrobras Cezar Augusto Silva Paulo. Para a nova categoria desta edição do evento, Jovem Talento (Young Talent), o homenageado foi o técnico de Projetos, Construção e Montagem da Petrobras, Thiago Duarte Fonseca dos Santos, da área de Engenharia Conceitual de Sistemas Submarinos. O prêmio de Excelência em Projeto (Outstanding Project) foi para o Projeto de Revitalização de Marlim, recebido pelo gerente do Projeto de Revitalização de Malim II, Daniel Mesquita Lage.


Nas demais categorias, os prêmios de Excelência - Fornecedor (Outstanding Award - Supplier) e de Excelência - Academia (Outstanding Award - Academia) foram entregues, respectivamente, para Ivan Cruz, da Subsea 7, e Prof. Luís Volnei Sudati Sagrilo, da Coppe-UFRJ.


Sobre o Fórum

Atualmente em sua quarta edição, o fórum, que acontece a cada dois anos, promove o debate sobre casos de sucesso e tecnologias submarinas, com destaque para sistemas de processamento, dutos, risers e umbilicais, desenvolvimento de novos campos, além de revitalização de sistemas de produção, gerenciamento e integridade de produção e competitividade na indústria submarina brasileira.